Como entender sotaques diferentes?

Apesar de todo o hype de alguns anos atrás sobre o mandarin, o inglês continua se firmando cada vez mais como uma língua franca – língua usada para comunicação internacional. O efeito colateral disso é que a velha pergunta sobre aprender inglês americano (veja nosso post sobre isso nesse link) está ainda mais defasada.

Atualmente, você deve se focar em aprender inglês e se preparar para compreender e se comunicar com americanos, britânicos, alemães, chineses, japoneses e indianos. Claro que a grande pergunta que se faz é como entender estes sotaques tão diferentes? A resposta é exatamente a mesma que pode ser dada para “Como melhorar meu listening?” – Prática, prática e mais prática.

A chave para compreender o que o falante de inglês de outros países diz,  é acostumar seu ouvido para o modo como ele pronuncia as palavras. Uma exemplo clássico é saber que japoneses não diferenciam o “r” e o “l” com facilidade portanto ao falar com japoneses, deve-se esperar que isso vá acontecer, e sempre usar o contexto para ajudá-lo a entender o que está sendo dito.

Mas como conseguir essa prática e esse traquejo de saber como o falante de cada idioma pronuncia o inglês? A internet ajuda muito. O youtube tem uma infinidade de vídeos de falantes de inglês do mundo todo, que você pode assistir para praticar. Além disso, um site específico para a prática de sotaques é o IDEA – International Dialects of English Archive que traz gravações de falantes de várias partes do mundo falando em inglês.

Pratique e da próxima vez que tiver que falar inglês com um não nativo, posso garantir que sua tarefa será bem mais fácil.

 

Apps para aprender inglês funcionam mesmo?

logotipo duolingoSempre fui defensor da visão de que a aula de inglês é o que menos conta no aprendizado. O que realmente define quanto alguém sabe um idioma ou qual seu nível de fluência é o quanto você pratica e usa o idioma. Se a internet sempre foi uma ferramenta excelente para conhecer novas palavras e praticar o idioma em chats com nativos, apps que tem surgido nos últimos anos adicionaram  as estratégias de gamificação e aprendizagem em rede para facilitar o aprendizado.

É claro que os apps sozinhos, como qualquer outra ferramenta, não garantem o aprendizado, mas se aplicados como parte de sua prática de inglês podem sim ajudar muito. Veja alguns dos principais apps abaixo.

 Rosetta Stone

A Rosetta Stone é uma das pioneiras em uso de sistemas multimídia para ensino de idiomas, no mercado desde 1992, agora está oferecendo seu material em apps, disponíveis para IOS, Android a Nook.

Saiba mais

Duolingo

O mais famoso dos apps para aprendizado de idiomas tem a vantagem de ser totalmente grátis, diferente do Rosetta Stone, e é, além disso, muito interativo e divertido. Como dito no site, cada lição é um jogo. Os conceitos de gamificação são muito bem usados e o aplicativo pode ser usado puramente para diversão. O app fornece também um certificado atestando seu nível de proficiência – a um custo de 20$. O Duolingo pode ser usado no seu navegador ou em apps para IOS, Android e windows phone.

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LearnEnglish Grammar

O app oficial to British Council (um de muitos que eles oferecem) é voltado para a prática de gramática e tem versões em inglês americano e britânico. O conteúdo básico é grátis, mas mais unidades podem ser compradas a 0.99$ cada. Um preço bem razoável para material que vem com um selo de qualidade de peso.

Saiba mais sobre o LearnEnglish Grammar e os outros apps do British Council aqui.

Estes são apps especificamente para o aprendizado de inglês, mas lembre-se de que o importante, como dito no início do post, é a prática. Qualquer app em inglês pode servir para você aprender vocabulário novo e praticar sua leitura e compreensão.

Você usa algum outro app interessante para aprender ou melhorar seu inglês? Deixe um comentário falando dele.

Símbolos fonéticos – Eles ajudam a melhorar a pronúncia do inglês?

Quase todo mundo já viu esses símbolos da tabela abaixo em algum dicionário ou talvez no livro de inglês que usa para estudar. Mas vocês sabem para que eles servem?bcphonemicchart-521024

Duas  das maiores dificuldades de alunos ao aprender a pronúncia de inglês são:

  1.  Um mesmo som pode ser escrito de diversas maneiras diferentes. Por exemplo: ad e add ou made maid. São os chamados homophones (você pode achar uma lista deles aqui).
  2. Palavras escritas da mesma maneira podem ter pronúncias diferentes. Exemplos clássicos são read (infinitivo) e read (passado) ou tear(verbo) e tear (substantivo). Esses são os heteronyms (veja uma lista aqui).

É exatamente para ajudar com estes problemas que os símbolos fonéticos podem ajudar… e muito. Com eles, você pode escrever uma palavra exatamente como ela é pronunciada, sem espaço para dúvidas.

A tabela acima foi retirada do site do British Council, onde eles disponibilizaram uma versão interativa da tabela. Clicando em cada símbolo você pode ouvir os sons isoladamente e em palavras.

British Council – Phonemic Chart

Google e Educação (inimigos ou parceiros)

Muito é dito por professores e pais, normalmente reclamando, sobre os efeitos que a internet e o google tem na educação dos alunos.

google

Talvez seja hora de enfrentar alguns preconceitos e aceitar que saber localizar informação no google é importantíssimo hoje me dia.

Vejam essa reportagem do canção nova notícias sobre uma experiência:

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283064

A reportagem mostra alguns lugares comuns sobre o google e a educação:

“A internet facilita o plágio de trabalhos prontos”

Bom, a internet facilita tudo. Como gostam de dizer na rádio Jovem Pan, isso é fato. A questão é se adaptar. Como os professores combatiam plágio antes? Você tinha que ter um conhecimento enorme e uma memória prodigiosa para conhecer cada fonte que os alunos poderiam plagiar.

A verdade é que a internet também facilita o contra-plágio. Simplesmente avise a seus alunos que você ira escolher  aleatoriamente alguma frase do trabalho e buscá-la no google, e caso encontre-a o aluno receberá nota zero.

Por exemplo: Entrei em um site especializado em trabalhos escolares prontos e vi um trabalho sobre adjetivos em inglês. Escolhi um parágrafo qualquer e busquei no google, colocando o conteúdo do parágrafo entre aspas. De cara apareceu no google o site de onde havia retirado o parágrafo (e mais alguns sites que plagiaram o primeiro também)

Isso funciona e reduz enormemente a chance de haver um plágio simples de CTRL+C, CTRL+V.

“Na internet qualquer um pode escrever qualquer coisa – como eu vou saber se está certo?”

Bons tempos em que podíamos confiar cegamente nos livros didáticos também… de qualquer maneira, que tal ensinar um pouco de senso crítico aos alunos?

É imperativo que os alunos, e professores também, saibam como pesquisar na internet. Ao mesmo tempo que o google facilita o acesso a infinitas fontes sobre os assuntos que pesquisamos, ele permite que você separe o joio do trigo com certa facilidade.

Sites bem feitos, apoiados por empresas, escolas e editoras sempre tem mais chance de ter conteúdo confiável – as pessoas e instituições por trás destes sites tem uma reputação a zelar.

Referências bibliográficas são amigas! Se o site tem algum link para a origem do conteúdo ou nome do autor, verifique esses dados. Busque no google no nome do autor, do livro. Veja quais os comentários que se faz sobre eles. Assim, você poderá ter uma noção de quanto a informação é confiável.

Como vocês podem ver aqui, o google não é um vilão tão grande, desde que tanto professores quanto alunos estejam armados de conhecimento para evitar as armadilhas. O conhecimento para evitar essas armadilhas é na verdade um dos mais importantes conhecimentos na sociedade atual.

As novas tecnologias e o ensino de idiomas

Atualmente vivemos em um mundo totalmente diferente daquele que as gerações anteriores experimentaram. A tecnologia, computadores, smartphones e principalmente a Internet nos trouxeram um mundo rápido, muitas vezes estressante, mas repleto de possibilidades.

Se pensarmos no caso específico da educação, e ainda mais específico dos professores de idiomas, vamos ver que estas possibilidades estão por todos os lados, para que nossas aulas sejam melhores e mais interessantes e para que nossos alunos tenham um desenvolvimento mais rápido.

Há alguns anos, muitos professores tinham que usar fitas-cassete para suas aulas e, principalmente no caso de aulas in company tinham que carregar um toca fitas para todos os lugares. O toca-fitas virou um toca CD mas ainda continuava pesado e difícil de carregar, mas veio a revolução do mp3 e hoje em dia você pode dar suas aulas usando desde um celular até um notebook ou net book ou até mesmo um tablet  para tocar o áudio que seus alunos devem ouvir.

O barateamento de notebooks e similares trouxe uma oportunidade incrível para os professores. Agora uma única máquina pode tocar o áudio, os vídeos, e, o que é mais importante, adicionar interatividade à sua aula.

Uma simples apresentação de powerpoint, com fotos, áudio e efeitos já pode superar, em muito, a apresentação visual que o professor conseguiria para o mesmo conteúdo usando apenas o quadro e fotos recortadas, por exemplo.

Com um pouco mais de trabalho, podemos conseguir usar o computador para criar diversos jogos e atividades, sem que seja necessário ter nenhum conhecimento de programação. Ferramentas de autoria, como o ELO (http://bit.ly/ntUOH5) possibilitam que o professor crie atividades interativas para seus alunos acessarem pela internet ou mesmo usarem durante aulas regulares. Outro software de autoria bem conhecido é o Hotpotatoes, encontrado para download grátis em http://bit.ly/7vUx e com ele qualquer um pode fazer jogos de matching, palavras cruzadas e outras atividades.

Claro que professores de idiomas são normalmente pessoas com pouco tempo disponível. Para facilitar existem também inúmeras sites que oferecem jogos educativos online, exercícios para os mais variados níveis, praticamente qualquer tipo de material que você procure está disponível, desde que se saiba como procurar. Este link tem ótimas dicas sobre como melhorar sua busca no google: http://bit.ly/vVwZk .

Até aqui falamos apenas das vantagens que a internet traz para os professores, mas os alunos também podem se beneficiar muito do uso da internet. A expansão da internet banda larga trouxe a possibilidade de os alunos estarem em contato com o idioma estudado pelo tempo que quiserem. O Youtube tem muito mais do que vídeos de gatos engraçadinhos e de pessoas passando vergonha. Só para ilustrar, segundo o site realseo.com apenas em 2010 foram disponibilizadas mais de 13 milhões de horas de vídeos. Neste conteúdo todo há uma infinidade de aulas online e mais importante que isso, exemplos reais de falantes usando nos mais variados contextos os idiomas que seu aluno quer praticar – isso sem falar em músicas legendadas, episódios de séries e muito mais.

As redes sociais podem ser usadas para que os alunos interajam com falantes de todo o mundo, seja por escrito, seja falando – o google+ a nova aposta do google em redes sociais tem uma ferramenta interessante os hangouts, onde grupos de pessoas podem se juntar para conversar falando e vendo umas às outras. Isso sem mencionar redes sociais como a Livemocha (http://bit.ly/daK6wC), especializada em ensino e prática de idiomas.

O twitter tem um movimento muito interessante de criadores de conteúdo, sejam professores, editoras, escolas de idiomas, que aproveitam os 140 caracteres para sugerir sites, ensinar vocabulário e até discutir temas ligados ao ensino. Nesta última categoria, vale a pena destacar o grupo #eltchat que mantem bate-papos semanais discutindo sempre algum tempo ligado ao ensino de inglês. Saiba mais sobre eles no site http://bit.ly/9ghq7x.

Além de tudo isso, uma tendência que tem se acentuado cada vez mais é o uso de comunicadores, como o Skype, para aulas de inglês online. Professor e aluno podem estar cada um em um lugar do mundo e ter uma aula tão eficiente quanto qualquer aula particular. O aluno vê e ouve o professor através da vídeo-chamada, pode fazer exercícios online como aqueles criados nas ferramentas de autoria, pode escrever para que o professor corrija no próprio Skype ou em sites que funcionam como uma lousa colaborativa, como o dabbleboard: http://bit.ly/nUt09o.

É imprescindível que os professores busquem conhecer melhor as possibilidades de ensino da internet, para que possam mostrar a seus alunos como usar a rede para acelerar e melhorar seu aprendizado. Sendo assim, procurem, conheçam e mostrem o caminho das pedras para seus alunos. Vocês, e eles, só tem a ganhar.

Artigo escrito para SBS e-talks e publicado originalmente em:

http://www.sbs.com.br/virtual/etalk/index.asp#

  Por Marcos Padilha*

*Biodata – Marcos Padilha

Marcos Eduardo Müller Padilha é formado em Letras – com habilitação em Língua e Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo.
Professor de inglês desde 2004, especializado em aulas in company.
Pós-graduando em consultoria e tecnologia web pela Faculdade Impacta.
Atualmente trabalha como professor na divisão InCompany da Seven Idiomas, editor na ithaka books e faz trabalhos free-lance como consultor web, além de ser o responsável ténico pelo site www.englishatwork.com.br

Twitter: @marcos_emp

O aprendiz adulto de inglês

“A evidência mais forte para a noção de determinantes genéticas para a aquisição lingüística, deve ser que é humano ser um falante nativo”.

Paikeday (1985)

 

Muito se fala sobre relação criança/adolescente e o aprendizado de uma língua estrangeira. Se por um lado parece haver uma atenção especial voltada às capacidades de aprendizagem destes indivíduos, por outro parece haver um sentimento de impotência quando se fala de aprendizes adultos, como se não fossem capazes de dominar um segundo idioma. Em minha experiência pedagógica, percebo que este público parece ter internalizado uma crença de que jamais atingirá certo nível de fluência ou até mesmo de que nunca será usuário competente da língua inglesa por ter passado da infância ou da puberdade. Sabemos que a teoria do período crítico de aquisição linguística (Lennenberg, 1964) existe e que também é objeto de muito estudo e questionamento hoje em dia.

No entanto, é desnecessário dizer que, ao menos no contexto de aulas em empresas (in company), 100% dos alunos são adultos e aprendem inglês. Parto do mero princípio que, se realmente ninguém aprendesse, não haveria alunos e nem este tipo de curso. Sabemos que a situação é justamente contrária: em tempos de empresas globalizadas e de eventos esportivos internacionais, mais e mais pessoas procuram aprender ou aprimorar o inglês.

Já sabemos que adultos e crianças aprendem de formas diferentes e para propósitos diferentes. Ninguém exigirá de uma criança de seis anos que desempenhe atividades que requeiram o uso do pensamento abstrato, pela simples razão de este tipo de aprendiz ainda não ter condições para tais tarefas, dado o desenvolvimento maturacional previsto para esta idade. Também é claro que não haveria a necessidade de apressar este aluno a aprender termos de negócios, uma vez que este tipo de atividade não pertence ao seu contexto sócio-histórico. Da mesma forma, que sentido haverá para um aprendiz adulto decorar cantigas infantis e repetir frases descontextualizadas?  Afinal, aprendemos apenas aquilo que faz sentido para a nossa vida, para o contexto em que estamos inseridos.

Isso posto, passemos agora a examinar o aprendiz adulto de inglês. Lightbrown e Spada (2006) dizem que “todos os aprendizes, independente da idade, já dominam ao menos um idioma” (tradução minha). Brown (2001) afirma que, como adultos, contamos com o pleno desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas. Lidamos melhor com regras, abstrações e conceitos. Temos o nosso conhecimento metalinguístico (conhecimento sobre o funcionamento das estruturas de nossa própria língua) e isso nos é de grande valia no aprendizado de uma língua estrangeira. Além disso, o aprendiz adulto traz para a sala de aula o seu vasto conhecimento de mundo, possibilitando ao professor o uso de inúmeras estratégias de aprendizagem e o estímulo ao aluno para que também o faça.

As atitudes em relação ao aprendizado também contam no momento de aprendizagem: geralmente há um propósito (pessoal ou profissional), uma expectativa e um objetivo bem claro sobre o que se fará com o idioma. Além disso, o foco de atenção do adulto é mais estável.

A principal questão a ser observada é que este aprendiz traz para a sala de aula inúmeras crenças de ensino e aprendizagem acumuladas ao longo de sua experiência de vida. E isto vai da forma pela qual o professor corrige – e se corrige – até ao syllabus (currículo de conteúdo) do curso. Como professores, não podemos nos esquecer de que este tipo de aprendiz tem um histórico, um passado de aprendizagem marcados, muitas vezes, pelo despreparo de certos instrutores e instituições ao lidar com este público. Afinal, quantos de nós já ouvimos de nossos alunos que tal professor ou instituição iria transformá-lo em “falante nativo”, e que, se não atingisse este objetivo, não seria fluente?Já se sabe que não é necessário para um aprendiz dominar o sotaque nativo do idioma para que haja comunicação efetiva. E que se assim fosse, uma boa parte do mundo, que não tem o inglês como língua nativa, não se engajaria nas diversas modalidades e gêneros de comunicação que regem as atividades humanas.

Fica evidente que o professor deve conhecer as diferenças e a fundamentação teórica que subjazem os estudos sobre estes aprendizes. Se assim o fizer, poderá orientar e mostrar ao aluno que é possível sim aprender uma língua estrangeira e se tornar usuário competente do segundo idioma na idade adulta.

 

BROWN, D.H. Teaching by Principles: an interactive approach to language pedagogy. 2.ª ed. New York: Longman, 2001.

LIGHTBROWN, Patsy M.; SPADA, Nina. How Languages are Learned. 3.ª ed.New York: Oxford University Press, 2006.

RAMPASO, Marianne. Resistência para aprender inglês: os fatores de resistência para o aprendizado do idioma. 2008. 79 pp. Monografia de conclusão do curso de pós-graduação em Língua Inglesa. São Paulo: Universidade São Judas Tadeu. Orientador: Profa. Dra. Sueli Salles Fidalgo.

 

Artigo escrito para SBS e-talks e publicado originalmente em:

http://www.sbs.com.br/virtual/etalk/index.asp?cod=1176#

 Por Marianne Rampaso*

 Biodata 

Graduada em Letras, com habilitação em Tradução e Interpretação Inglês-Português pela Unibero. Pós-graduada em Língua Inglesa pela Universidade São Judas Tadeu Professora habilitada para o ensino de Inglês para Propósitos Específicos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atualmente cursa o Teacher’s Link, na PUC-SP, voltado ao desenvolvimento de pesquisa e reflexão aplicadas à sala de aula de língua inglesa. Atua há mais de dez anos como professora especializada no ensino de inglês geral e para propósitos específicos para aprendizes adultos.

Coautora do site www.englishatwork.com.br e professora da divisão In Company da Seven Idiomas.

The TOEFL Test

O TOEFL (Test of English as a Foreign Language) é um teste de inglês que engloba a estrutura do inglês (gramática) , a compreensão auditiva (listening) e a escrita (writing) a fim de certificar que o aluno estrangeiro está apto a seguir a vida acadêmica no exterior ( faculdade, universidade ou programas de mestrado). Alguns programas de mestrado e doutorado no Brasil também podem exigir o TOEFL.

Além disso, ele também pode ser requerido para profissionais da área de saúde que precisam de certificação em sua área de trabalho ou até mesmo para aprendizes de inglês que queiram avaliar o seu nível linguístico.

É aceito em várias universidades nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e em muitas outras ao redor do mundo. O teste pode ser realizado em papel (TOEFL PBT format) ou pela internet (TOEFL IBT format).

Para ter uma ideia sobre os tipos de exercícios, vá à página links e procure por examenglish. Há também uma vasta série de livros práticos para o exame, que funcionam como simulados.

Se você deseja mais informações, dê uma olhada no site oficial do TOEFL e good luck!!!

 

 Site oficial do certificado: www.ets.org/toeflpractice

O erro é contagioso?

          O meu colega sempre fala errado… É um tal de she don’t pra cá, he can’t to pra lá…

          Eu vou acabar pegando isso dele…

           Não, você não vai. Erro não é vírus, não se pega no ar e nem no convívio. Você pode até não ter paciência com esse colega que comete erros – que pode estar em um nível linguístico bem diferente de seu grupo e daí cabe à coordenação da escola resolver – mas achar que será infectado por ele já é outra história…

Os erros, na maioria das vezes, nada mais são do que indícios dos processos de desenvolvimento de um novo idioma. Erramos porque testamos, experimentamos, formulamos novas hipóteses, generalizamos, comparamos, transferimos, etc…

          Esse mito de ter que evitar ouvir coisas erradas tem origem em uma teoria de ensino-aprendizagem (Behaviorismo) que primava pela formação de hábitos corretos de linguagem, isentos de qualquer erro. A língua era vista como algo passível de condicionamento, aprendida através da imitação e da formação de comportamentos linguísticos corretos.

          Hoje já sabemos que o processo de aquisição de uma língua estrangeira é muito mais complexo e envolve as ações anteriormente citadas: experimentação, análise, formulação de hipóteses, transferência, comparação e generalização.

          Também não podemos desconsiderar a questão: quem gosta de errar? Obviamente você dirá que ninguém. Não gostamos de errar porque o erro é algo que mexe com a nossa autoestima, que nos expõe à opinião do grupo, que nos coloca frente a frente com aquela ideia de o que vão pensar de mim?

          A opção mais saudável ao errarmos é ter consciência de que estamos em franco processo de aprendizado de um idioma. Quanto à correção, já sabemos que o teacher, um colega ou você mesmo, cedo ou tarde, se encarregará disso. Sem qualquer contágio, é claro…

Para saber mais:

THORNBURY, Scott. How to teach grammar

BROWN, Douglas B. Teaching by principles- an interactive approach to language pedagogy

 Por Marianne Rampaso

Divididos por um idioma em comum…

Será que basta apenas falar inglês? ou devemos considerar para quem e com quem falamos? Será que só os nativos precisam nos entender? Leia mais no artigo abaixo:

 

Business English Speakers Can Still Be Divided by a Common Language

 

          Business is the most popular subject for international students in the United States. At least, twenty-one percent of foreign students at American colleges and universities were studying business and management.

 

          The Institute of International Education in New York says engineering is the second most popular field.

 

          Thomas Cossé is a professor of marketing and business at the University of Richmond in Virginia. He says international students who want to study business need to have good English skills — and not just to study at his school.

 

          THOMAS COSSÉ: "At least among business schools, more and more worldwide institutions are requiring that their students take English, and they are teaching more in English."

 

          But the world has more non-native speakers of English than native speakers. As a result, Americans working with foreign companies may need to learn some new English skills themselves.

 

          At the University of Richmond, teams of graduate students work with companies seeking to enter the American market.  The students learn about writing market entry studies. The reports are written in English. But Professor Cossé tells his students to consider who will read them.

 

          THOMAS COSSÉ: "My students have to write the report in such a way that it can be understood by someone who is an English speaker but not a native English speaker."

 

          For example, he tells his students to avoid jargon and other specialized terms that people might not know in their own language. This can be good advice even when writing for other native speakers.

 

          But effective communication involves more than just words. Kay Westerfield is director of the international business communication program at the University of Oregon.

 

          She says that cultural intelligence means the need to consider local behaviors in everything from simple handshakes to speaking to large groups. Also, the ability of local workers to speak English is becoming more important to companies looking to move operations to other countries.

 

          KAY WESTERFIELD: "While cost remains a major factor in decisions about where to off-source, the quality of the workforce is gaining importance, and this includes English language skills." Also, she says English skills often provide a competitive advantage for business students when they look for jobs.

 

Texto adaptado para propósitos pedagógicos. Pode ser visualizado na íntegra no link descrito pela fonte.

 

 Fonte: http://www.voanews.com/learningenglish/home/

 

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Como aumentar meu vocabulário?

      Simples. Da mesma forma que podemos aumentar o nosso vocabulário em português: lendo… O que ler, já depende de você. Se você gosta de futebol, leia coisas em inglês relacionadas a esse esporte.  Se a sua praia são os negócios, há centenas de sites apenas para isso. Fitness freak ? Tente buscar coisas nessa área. Se você gosta de saber da vida de celebridades, leia revistas especializadas nisso. O quê? Revistas de fofoca ajudam a aprender vocabulário? Ajudam sim, se você se interessa por isso.Afinal, é muito mais fácil e prazeroso ler aquilo que gostamos. Como aprendizes adultos, aprendemos apenas aquilo que é significativo e que faz sentido para nós. Quantos estrangeiros já não aprenderam o português com uma ajudinha de nossas novelas? Conheci alunos estrangeiros que liam sites de viagem em português. Tinham um excelente vocabulário nesta área, pois gostavam do assunto. Viam um sentido real naquilo que estavam lendo…

          Para quem gosta de literatura, há as edições simplificadas, de acordo com o nível do aluno. É um excelente começo. As grandes editoras especializadas em idiomas, como a Oxford, Cambridge e muitas outras têm excelentes séries. É só começar!!!

Algumas dicas:

          Os livros destas séries são feitos para quem está aprendendo inglês. Há vários títulos, dos mais clássicos aos modernos. Eles podem ser encontrados nas grandes distribuidoras, como Disal (www.disal.com.br), SBS (www.sbs.com.br) e em algumas livrarias, como a Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) e a Fenac (www.fnac.com.br)

Oxford Bookworms Library

Penguin Readers

Heinemann Guided Readers

Cambridge English Readers

Sites de revistas e jornais:

www.washingtonpost.com

www.usatoday.com

www.time.com

www.onlinenewspapers.com

www.discovery.com

www.newscientist.com/home.ns

www.people.com

www.fitnessmagazine.com

www.menshealth.com

www.womenshealthmag.com

www.marieclaire.com

www.cosmopolitan.com

www.vanityfair.com

  Por Marianne Rampaso