The TOEIC Test

 

          OTest of English for International Communication (TOEIC) é um certificado voltado à comunicação em inglês no mundo dos negócios/trabalho. É um teste de proficiência em inglês e é usado por muitas empresas multinacionais para checar o inglês dos candidatos a emprego ou de seus funcionários para determinadas tarefas. Além disso, muitos cursos de MBA ou administração também podem requerer que seus futuros alunos tenham o certificado.

          O TOEIC pode ser administrado em duas partes: listening  e reading (mais comum no Brasil) ou writing e speaking, lembrando que as situações relatadas no conteúdo dessas provas são sempre referentes ao mundo dos negócios, como reuniões, apresentações, conversas telefônicas,etc.

           Para saber mais sobre o certificado e seus centros aplicadores, consulte o site oficial:

 www.ets.org/toeic

Dê uma olhada também nos simulados gratuitos 

http://www.english-test.net/toeic/?gclid=CKybnsvj9aMCFc5i2god8xZ31w

The TOEFL Test

O TOEFL (Test of English as a Foreign Language) é um teste de inglês que engloba a estrutura do inglês (gramática) , a compreensão auditiva (listening) e a escrita (writing) a fim de certificar que o aluno estrangeiro está apto a seguir a vida acadêmica no exterior ( faculdade, universidade ou programas de mestrado). Alguns programas de mestrado e doutorado no Brasil também podem exigir o TOEFL.

Além disso, ele também pode ser requerido para profissionais da área de saúde que precisam de certificação em sua área de trabalho ou até mesmo para aprendizes de inglês que queiram avaliar o seu nível linguístico.

É aceito em várias universidades nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e em muitas outras ao redor do mundo. O teste pode ser realizado em papel (TOEFL PBT format) ou pela internet (TOEFL IBT format).

Para ter uma ideia sobre os tipos de exercícios, vá à página links e procure por examenglish. Há também uma vasta série de livros práticos para o exame, que funcionam como simulados.

Se você deseja mais informações, dê uma olhada no site oficial do TOEFL e good luck!!!

 

 Site oficial do certificado: www.ets.org/toeflpractice

O erro é contagioso?

          O meu colega sempre fala errado… É um tal de she don’t pra cá, he can’t to pra lá…

          Eu vou acabar pegando isso dele…

           Não, você não vai. Erro não é vírus, não se pega no ar e nem no convívio. Você pode até não ter paciência com esse colega que comete erros – que pode estar em um nível linguístico bem diferente de seu grupo e daí cabe à coordenação da escola resolver – mas achar que será infectado por ele já é outra história…

Os erros, na maioria das vezes, nada mais são do que indícios dos processos de desenvolvimento de um novo idioma. Erramos porque testamos, experimentamos, formulamos novas hipóteses, generalizamos, comparamos, transferimos, etc…

          Esse mito de ter que evitar ouvir coisas erradas tem origem em uma teoria de ensino-aprendizagem (Behaviorismo) que primava pela formação de hábitos corretos de linguagem, isentos de qualquer erro. A língua era vista como algo passível de condicionamento, aprendida através da imitação e da formação de comportamentos linguísticos corretos.

          Hoje já sabemos que o processo de aquisição de uma língua estrangeira é muito mais complexo e envolve as ações anteriormente citadas: experimentação, análise, formulação de hipóteses, transferência, comparação e generalização.

          Também não podemos desconsiderar a questão: quem gosta de errar? Obviamente você dirá que ninguém. Não gostamos de errar porque o erro é algo que mexe com a nossa autoestima, que nos expõe à opinião do grupo, que nos coloca frente a frente com aquela ideia de o que vão pensar de mim?

          A opção mais saudável ao errarmos é ter consciência de que estamos em franco processo de aprendizado de um idioma. Quanto à correção, já sabemos que o teacher, um colega ou você mesmo, cedo ou tarde, se encarregará disso. Sem qualquer contágio, é claro…

Para saber mais:

THORNBURY, Scott. How to teach grammar

BROWN, Douglas B. Teaching by principles- an interactive approach to language pedagogy

 Por Marianne Rampaso

Professor nativo é melhor?

     Once again… Depende! O que você diria se eu lhe pedisse agora para explicar todos os usos da crase? Susto?! Não se você for professor de português, é claro!!!

   Desta forma, como se pode assumir que um falante nativo de qualquer idioma conheça todos os aspectos da língua e esteja apto, mesmo sem treinamento próprio, a lecionar a qualquer tempo? Difícil, não?!

   Há professores nativos bons assim como há professores brasileiros bons. A questão é qualificação e treinamento. Aposto que você não iria a um médico que não tivesse adquirido conhecimento formal da medicina, por mais que ele pareça entender disso. OK, ninguém vai enfrentar risco de morte por não ter aprendido da forma adequada, mas pode, muito bem, perder uma oportunidade de emprego…

A questão é saber se a pessoa recebeu informação suficiente para lidar com questões muito mais complexas do que conhecer somente o idioma e seu uso social. Trabalhar com aprendizagem implica conhecer como os outros aprendem, as teorias psicológicas que permeiam o ensino da língua estrangeira, os mitos relacionados ao ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira e por aí vai…

Caso contrário, há o risco de passar ao aluno informações já ultrapassadas, desencontradas, que não fazem mais sentido na aprendizagem moderna ou, simplesmente, não saber o que fazer na sala de aula. Quer um exemplo?

 Há anos, uma pessoa contratou um professor nativo para aulas. O intuito era estar preparado para receber alguns visitantes e lidar com essas pessoas no período em que estivessem no país. No dia marcado, o professor apareceu com um texto sobre… beisebol. Imagino que essa pessoa teve boa intenção ao ser informado de que o aluno teria que lidar com alguns estrangeiros em um relacionamento social. Só que ele não sabia que beisebol não fazia parte do contexto em que o aluno estava inserido… Ele não era professor, nunca tinha lecionado, logo não sabia como proceder, apesar de ser falante nativo. Culpa dele?Não!!!

   Eu sequer tenho noção do que ocorre em uma área financeira, pois não tenho formação na área, nunca trabalhei com isso. Se tiver que instruir alguém, certamente farei bobagens, mesmo que tenha a melhor das intenções… Desta forma, concordo plenamente com aquele adesivo que sempre estão nos carros “Consulte sempre um advogado, médico, engenheiro, nutricionista, etc”. Afinal, esses profissionais sabem o que estão fazendo, uma vez que foram qualificados para isso. Não deveria ocorrer o mesmo com o professor de inglês, seja ele nativo ou não? Pense nisso antes de escolher com quem terá aulas!

   Por Marianne Rampaso

 

Falaremos chinês – e não inglês – no futuro?

          Antes de iniciarmos a nossa conversa, dê uma olhada em uma previsão realizada por Graddol (British Council- 2006) para o ranking das línguas mais faladas no ano 2050:

Línguas com maior número de falantes:

  • Chinês (provavelmente mandarim ou putonghua, duas línguas faladas na China)
  • Hindi / Urdo (Índia e Paquistão)
  • Espanhol e Árabe

          Onde está o inglês? Assumimos, como medida real do uso de uma língua, o número de falantes no geral e não apenas os falantes nativos. No caso da língua inglesa, consideremos o seguinte: número de falantes nativos+ número de falantes que têm o idioma como segunda língua+ número de falantes que usam o inglês como língua estrangeira. É muita gente! Mais falantes do que o chinês…

          A classificação de um idioma como língua global está atrelada principalmente a fatores econômicos. Foi assim com o latim, com o francês, agora – e pelos próximos 50 anos, conforme os especialistas – o inglês.  Se considerarmos o momento atual, poderemos verificar que a língua inglesa é a língua da ciência, da tecnologia, dos negócios e do mundo acadêmico. Noventa por cento das publicações de artigos acadêmicos é realizada em inglês. Isso não significa dizer que o idioma pertence a este ou aquele país. Languages have no borders (Os idiomas não têm fronteiras). Também sequer diz respeito a deixar de aprender o chinês, espanhol, francês, etc. Além de uma excelente academia para nossos neurônios, o aprendizado de idiomas proporciona enriquecimento cultural, interação, entendimento e tolerância em relação a outras culturas.

Para saber mais:

GRADDOL, David. English Next-Why global English may mean the end of English as a “foreign language”. British Council, 2006

www.britishcouncil.org/learning-research-english-next.pdf

NUNAN, David,.What is this thing called language?. Palgrave- Macmillan, 2007.

Por Marianne Rampaso

 

Você sabe o que é inglês para propósitos especí­ficos?

Também chamado de Inglês Instrumental, o Inglês para Propósitos Específicos (ESP- English for Specific Purposes) visa a atender a uma necessidade do aluno em situações de estudo ou de trabalho. Comumente associado ao ensino de leitura em língua inglesa, não é apenas isso. O que ocorreu é que nos anos 80, os alunos que ingressavam em programas de pós-graduação, mestrado e doutorado em nossas universidades não conseguiam compreender os artigos em inglês presentes em seus cursos. Daí houve o desenvolvimento de um projeto de inglês instrumental, encabeçado pelos profissionais da PUC de São Paulo, a fim de ensinar a estes alunos estratégias de leitura para que pudessem lidar com textos em inglês.

A partir daí, muita coisa e mudou e hoje é possível termos cursos de inglês específico para atender a qualquer necessidade do aluno. A título de exemplo, poderíamos pensar em um garçom ou um funcionário da recepção de um hotel. Quais são as necessidades específicas destes profissionais para que possam interagir com hóspedes estrangeiros? Fica claro que precisam falar e anotar pedidos, solicitações, recados, etc. Há a necessidade de speaking and writing, certo? Desta forma, é possível desenvolver um curso direcionado ao que o aluno precisa aprender de fato. Um estudante de medicina ou um médico talvez precisem apenas ler e escrever artigos para periódicos científicos. Assim, precisam desenvolver um bom writing e reading.

É uma excelente alternativa para quem tem uma necessidade urgente na empresa ou na universidade. Além disso, não se exclui a possibilidade do aluno frequentar um curso regular de inglês, de inglês geral, aquele nosso velho e bom conhecido. Em muitos casos, sanada a ansiedade dada por uma urgência profissional, o aluno pega gosto e dá continuidade a seus estudos na língua inglesa.

Por Marianne Rampaso

 

Lí­ngua Materna x Lí­ngua Estrangeira

Será que a nossa língua materna tem que estar isolada do aprendizado da língua estrangeira?

Sorry, that’s  impossible…A nossa língua materna influencia sim e não há nada de errado neste processo. O que nada tem a ver com “falar português o tempo todo na aula de inglês”. Estamos falando em nível cognitivo, de raciocínio, de aprendizagem.

Assim, é importante considerarmos que o aprendizado de uma língua estrangeira não é um ato mecânico: é um processo que envolve formulação de hipóteses, regras e padrões da primeira e da segunda língua, mais tudo isso junto! Não há como pedir ao nosso cérebro que esqueça o português. Além disso, é ótimo que não o possamos fazer, pois, no caso dos aprendizes adultos, já sabemos que trazem certo conhecimento linguístico adquirido no próprio processo de letramento na língua materna.

Todos nós, mesmo que não saibamos inglês, somos capazes de diferenciar uma receita de bolo de um relatório de negócios. Mesmo que seja pela representação gráfica das palavras, ainda que não entendamos o significado, é possível reconhecer que tipo de texto é aquele e em que situação ele poderia ocorrer. Afinal, ninguém espera ver uma receita de bolo em uma reunião de negócios… Sabemos, como aprendizes experientes de nossa língua – sim, já somos experts em português aos 4 ou 5 anos de idade – que tipo de texto poderemos encontrar em certo meio ou situação social. A isto chamamos de gênero.

Quem vai ao médico já sabe que ele usará um receituário. Quem vai até uma escola para fazer um teste de inglês, já espera uma prova. Não precisamos “avisar” a pessoa disso. Da mesma forma, podemos e devemos tirar proveito do conhecimento de mundo que o adulto já traz, e, além disso, estimulá-lo a usar este conhecimento no aprendizado de outro idioma.

Para saber mais:

BROWN, Douglas H. Teaching by Principles. Second Edition, 2001.Longmann

BAZERMAN, Charles. Gêneros textuais, tipicação e interação. Terceira edição, 2009. Cortez Editora

Qual é o método perfeito para aprender inglês?

Nenhum e todos, eu diria.  Método mágico não existe. O que existe é a combinação dos propósitos do aluno com aquilo que o método que o curso oferece.

 A questão é para quê e por que você quer aprender inglês? De que forma você gosta de aprender? Quais são as suas crenças a respeito de aprender uma língua estrangeira? Se eu não gosto de tradução, se não acredito nela, sorry, não irei me adaptar a um método que prima por esse tipo de prática. Por mais perfeito que ele diga ser – e deve mesmo ser para algumas pessoas.

Já ouviram falar de alguém que estudou na escola X, aprendeu horrores e, quando indicou para um amigo, surpresa… Ele detestou!! Pois é, somos todos diferentes, gostamos de coisas diversas e acreditamos em coisas diferentes. Daí não há como dizer que há um método definitivo, melhor e absoluto, válido para todos os que querem aprender inglês. Não há como massificar, em um único método, o público que precisa ou gosta de aprender a língua.

Há algum tempo, uma aluna comentou que precisaria parar o curso de espanhol que estava fazendo, pois era bem no horário da pós-graduação. Disse o seguinte para a sala: “Ah, é uma escola pequena, de bairro, mas eu gosto tanto, a turma é tão legal, o professor é muito bom e eu adoro as aulas. Aprendi tanto, aprendi muita coisa para o meu trabalho (…)”. Um dos alunos perguntou sobre o método que a escola usava, e, eu respondi “É o método que possibilita o aprendizado da Paula**, já que ensinou a ela coisas reais, que passaram até a serem usadas no trabalho dela. Um método excelente”.

O importante mesmo é que o aluno faça uso da língua em seus estudos, trabalho, turismo, etc. O professor deve conhecer os alunos que tem e quais são as necessidades deles. Muitas vezes, mesmo que secretamente, até fazemos uma miscelânea, uma salada de métodos, tendo em vista a melhor forma de ensinar a turma. Daí a conclusão: nenhum e todos são bons!

 * nome fictício

 Para saber mais, acesse:

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-estrangeira/fundamentos/nao-ha-receita-ensino-lingua-estrangeira-450870.shtml

Por Marianne Rampaso

 

Qual é o seu tipo de fluência?

Se contarmos com o senso comum, teremos as seguintes definições de fluência:

  • Falar bem o idioma.
  • Saber todas as palavras da língua estrangeira.

 Agora deem uma olhada na definição de fluência trazida pela Cambridge Encyclopedia of English Language, de David Crystal:

 Fluency: smooth, rapid, effortless use of language

 Traduzindo:

 Fluência: uso da língua de forma rápida, regular e sem esforço.

 Alguém falou sobre speaking? Falar, falar, falar e falar… . Não, falamos em uso da língua, o que significa ter como atividades de uso da língua a escrita (writing), a leitura (reading) e a fala e compreensão (speaking/listening). Assim, temos vários tipos de fluência: fluência oral, escrita, de leitura… Em termos de vida real, talvez um pesquisador ou um médico não precise falar inglês o tempo todo, mas precise ler e escrever artigos ou livros na área. Uma secretária, por sua vez, pode precisar falar inglês o dia inteiro, mas talvez não precise ler muita coisa. Estes profissionais são fluentes em inglês? SIM. São fluentes nas habilidades específicas requeridas por suas atividades de trabalho. Desempenham suas tarefas muito bem na língua estrangeira.

Saber todas as palavras da língua é um mito. Você sabe o significado de todas as palavras em português? Pois é, a sua língua materna, o seu primeiro registro linguístico, que deu início ao seu letramento, mas unfortunately, não sabemos todos os verbetes do dicionário – e é para isso que ele serve.

Quando vejo anúncios de emprego exigindo “inglês fluente”, sempre me pergunto: Fluente para qual finalidade? Falar, ler, escrever…. . Qual será o uso da ferramenta língua estrangeira para esse profissional? Afinal, não faz muito sentido contratar alguém que escreva muito bem em inglês, mas que não fale tão bem assim para lidar, por exemplo, com o atendimento a turistas estrangeiros. Também não há necessidade em exigir de um profissional, que só leia e escreva artigos, uma exímia fluência oral…

É claro que devemos desenvolver todas as habilidades: falar/ouvir, ler e escrever. É o sonho de todo professor que seu aluno seja fluente em todas elas, mas devemos ter em mente o conceito correto das coisas para que saibamos o porquê e para quê estamos estudando, ainda mais se o novo idioma servir como ferramenta de trabalho.

Para saber mais:  The Cambridge Encyclopedia of the English Language 2nd Edition David Crystal

Por Marianne Rampaso


Há mais mistérios no aprendizado do inglês do que sonha a nossa vã filosofia…

Tudo bem, Shakesperiano demais, nada a ver com vocês certo? Sorry, errado… Por que será que, em um dado momento de nosso aprendizado, parecemos cometer sempre os mesmos erros? Lembram-se de quando começaram a aprender o Simple Past? Era um tal de Did you went pra lá, I goed  to the movies yesterday pra cá…Depois de um certo tempo, esses deslizes sumiram. Por quê? Coincidência? Mania, vício…?

Nada disso. É apenas o seu cérebro funcionando no processo de aquisição linguística. Quando aprendemos uma língua estrangeira, sempre formulamos hipóteses sobre ela, usando de padrões existentes em nosso próprio idioma. Neste processo, surge – surpresa! – uma língua intermediária, entre o inglês o idioma materno do aluno. A esse fenômeno, damos o nome de Interlíngua ou Interlanguage. É um fenômeno normal, temporário e que tende a desaparecer conforme o aluno avança no aprendizado. O curioso é que muitos pesquisadores observaram esse fenômeno em crianças aprendendo o idioma materno.

 Assim, don’t push yourself so hard quando estiver aprendendo algo novo e cometer erros. Em muitos casos, é apenas o seu cérebro trabalhando com essa língua intermediária, em busca da aquisição do novo idioma.

  

Artigo baseado nos trabalhos de:

 BROWN, D.H. Principles Of Language Learning and Teaching. 3ª edição. New Jersey: Prentice Hall Regents, 1994.

Por Marianne Rampaso