E-learning

Ok, muitas pessoas já olham desconfiadas só ao escutar falar em e-learning. No entanto, já é hora de baixarmos nossas defesas e deixarmos possíveis preconceitos de lado: essa modalidade de ensino e aprendizagem é cada vez mais forte no Brasil e no mundo.

Há alguns anos, muita gente também desconfiaria da eficácia do e-mail na comunicação empresarial. E hoje? Como trabalharíamos sem ele, sem as ferramentas tecnológicas de comunicação?

Sem exageros, sabemos que a tecnologia é um caminho sem volta e sempre em expansão. Muitas empresas já utilizam o sistema de EAD (Educação a Distância) para a realização de cursos e treinamentos em áreas específicas. Por que não usar esta ferramenta a serviço da instrução acadêmica e de idiomas também?

Na maioria das vezes, quando vamos escolher um curso, pensamos em ir para esta ou aquela instituição. É ótimo quando temos a oportunidade de nos deslocarmos fisicamente, mas imaginem só o aluno que mora em uma região distante do país, sem muitos recursos disponíveis na área universitária? E o executivo que viaja a todo tempo? Não seria o ensino online uma boa alternativa para que essas pessoas concluam e continuem os seus estudos?

Pode até parecer mais fácil estudar “pela Internet”, mas não é bem assim. O aprendizado online exige muito esforço e dedicação do aluno; demanda disciplina e organização para regrar os estudos. A questão é ter o perfil correto para seguir esse tipo de orientação.

Quanto ao aprendizado de idiomas, o EAD é uma ótima alternativa para quem simplesmente não tem tempo de frequentar uma escola ou prefere uma atenção mais individualizada. O conteúdo e a qualidade da aula são os mesmos. As habilidades comunicativas (falar, ler, ouvir e escrever) são normalmente praticadas e desenvolvidas. E o melhor: o aluno é incentivado a assumir mais responsabilidade por seu aprendizado, uma vez que precisará entrar em sites para exercícios extras, prática de pronúncia e outras atividades. Além do mais, não há aquela desculpa de “praticar inglês só na aula e esquecer tudo uma semana depois”. As ferramentas estão lá, vinte e quatro horas por dia. Chat rooms, comunidades de pessoas que estão aprendendo inglês, redes sociais, websites e tantos outros meios também fazem parte do aprendizado. Basta querer!

Para saber mais:

Cursos universitários licenciados no sistema de EAD:veja o site do Ministério da Educação: http://siead.mec.gov.br

Cursos de idiomas online:

Aliança Cultural Brasil- Japão (japonês)

http://www.acbj.com.br

Instituto Goethe São Paulo (alemão)

www.goethe.de/saopaulo

É muito difí­cil ler em inglês…

Vamos lá, partiremos do princípio básico: sabemos ler. Fazemos isso o tempo todo na escola, no trabalho, em nossa vida diária. Lemos relatórios, livros, revistas, bulas de remédio, rótulos de produtos, artigos em site, itinerários de ônibus, orientações em manuais, e-mails, blogs e muito mais. A leitura é uma prática em nossa vida diária, quer estejamos conscientes disso ou não.

Será que, ao lermos, somente juntamos uma letra a outra, formando palavras, daí orações, períodos, trechos e textos? Ou lemos baseados na previsão de sentido de um texto? Uma bula de remédio é uma bula de remédio e ponto. Ninguém precisa ser médico e nem especialista em leitura para prever o que virá escrito. Podemos até não entender a especificação técnica, mas ninguém espera ver coisas como “retire do forno após assado” em uma bula. Pela nossa própria vivência, conhecimento de mundo, já sabemos o que esperar de um texto desses.

O texto, na verdade, nos traz algumas dicas, alguns indicadores que nos ajudam em sua compreensão. Querem ver? Ao ler um texto em inglês, você se depara com o seguinte: Green has left his stuff on the table and (…..). Identificamos de imediato que Green deva ser provavelmente o nome de uma pessoa. Olhe a letra maiúscula lá, sugerindo que se trata de um nome próprio. Se tivermos: his house was green, já sabemos que estão falando do elemento cor, uma vez que sabemos que green também se refere a um tom. Sinais, grafias em itálico, negrito, letra maiúscula, porcentagem nos dão uma boa dica na leitura. Chamamos isso de elementos tipográficos.

Quando vamos à banca de jornal e damos uma olhada rápida nas revistas, tentando achar uma que nos agrade, também praticamos uma estratégia de leitura, muito usada em língua estrangeira. É o que chamamos de skimming. Ou seja: passamos os olhos pelo texto para obter a ideia central, sem prestarmos atenção a detalhes. Se a revista realmente nos interessar, iremos mais a fundo, tentando identificar os artigos que nos interessam mais: buscaremos mais dados, informações, datas, nomes, números sobre o tópico que nos interessa. Essa é a técnica do scanning.

Você está lendo um artigo em língua estrangeira e de repente aparece a palavra chocolate. Não é preciso nenhum esforço para identificar o sentido disso, pois é uma palavra idêntica ao português, é uma palavra cognata. O mesmo pode ocorrer com information, baggage, test, etc.

Assim, ao lermos um texto em língua estrangeira, precisamos estar atentos a estas pistas e estratégias que nos ajudarão a compreender o que está escrito. Sem pânico.

Para saber mais:

LANZONI, Hélcio. Preparatório TEAP – Test of English for Academic Purposes.

TesePrime, 2009

 

The TOEIC Test

 

          OTest of English for International Communication (TOEIC) é um certificado voltado à comunicação em inglês no mundo dos negócios/trabalho. É um teste de proficiência em inglês e é usado por muitas empresas multinacionais para checar o inglês dos candidatos a emprego ou de seus funcionários para determinadas tarefas. Além disso, muitos cursos de MBA ou administração também podem requerer que seus futuros alunos tenham o certificado.

          O TOEIC pode ser administrado em duas partes: listening  e reading (mais comum no Brasil) ou writing e speaking, lembrando que as situações relatadas no conteúdo dessas provas são sempre referentes ao mundo dos negócios, como reuniões, apresentações, conversas telefônicas,etc.

           Para saber mais sobre o certificado e seus centros aplicadores, consulte o site oficial:

 www.ets.org/toeic

Dê uma olhada também nos simulados gratuitos 

http://www.english-test.net/toeic/?gclid=CKybnsvj9aMCFc5i2god8xZ31w

Qual inglês é melhor? Americano ou Britânico?

Antes de falarmos de inglês, temos a seguinte pergunta: Qual português é o melhor, mais correto? O português falado em São Paulo, na Bahia, no Pará ou no Rio Grande do Sul? Surpresa! Nenhum deles é melhor ou pior. Se pensarmos nas questões culturais e de colonização, veremos que, apesar de estarem em um mesmo país, falando um mesmo idioma, esses estados são completamente diferentes… Já pensou no que ocorre com um mesmo idioma falado em países ou continentes diferentes, por povos e culturas tão diversas?

O idioma sempre será influenciado, dentre outras coisas, pelas condições culturais locais. Os padrões linguísticos do inglês americano, australiano, britânico, americano, canadense, etc. são diferentes, mas não melhores ou piores… Podemos até gostar de um ou de outro sotaque, uma mera questão de preferência, mas daí rotular como certo ou errado é uma séria questão de preconceito, prejudice, como dizemos em inglês.

Certa vez, vi uma pessoa ser corrigida por um professor ao escrever a palavra traveling. No inglês britânico, essa palavra é grafada com dois ‘éles’( travelling), no americano, com apenas um. O professor em questão sinalizou que a forma correta era a britânica, a outra, caipira. Só Deus sabe de onde ele tirou essa ideia. Talvez porque a pronúncia do inglês americano lembre um pouco o sotaque do pessoal do interior de São Paulo. Mesmo assim, nada tem a ver com ospelling, a grafia da palavra. Não há nenhuma base linguística ou científica apregoando que determinado inglês é certo ou errado, caipira ou culto…

 É uma questão de percepção de diferenças culturais, de qualificação e de responsabilidade de cada professor esclarecer que existem formas diferentes, padrões diferentes de inglês – ou português – e que não há nenhum erro ou forma caipira nisso. Afinal de contas, vivemos em uma época de uso do idioma e de suas variantes como língua internacional.

 Para saber mais:

BROWN, H. Douglas.Teaching by Principles – An interactive Approach to Language Pedagogy. Longman, 2001.

BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico – o que é, como se faz. Edições Loyola, 2008

Por Marianne Rampaso


Motivação para aprender idiomas

Ah! Não tenho mais motivação, estou desmotivado, vou parar de estudar inglês….

 

Quantas e quantas vezes você já não ouviu – ou disse isso?. Uma perguntinha, digamos, básica: Para que você aprende inglês? Afinal, só podemos estar desmotivados quando o nosso objetivo em realizar algo não é atingido. Não é assim na empresa? Na faculdade? Achei que aquele curso na faculdade ou treinamento na empresa iria me ajudar com a tarefa tal, mas isso não ocorreu…

Então você concorda que havia uma tarefa, um objetivo que você gostaria de atingir. Será que com o aprendizado de línguas não ocorre a mesma coisa?

Quando se fala do processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, podemos encontrar duas situações distintas: a necessidade de comunicação (motivação instrumental) e os motivos de enriquecimento cultural, de gosto, de prazer (motivação integrativa).

 Falaremos aqui, obviamente, do primeiro tipo de motivação (instrumental), a mais comum. É a necessidade de aprender inglês por motivos de trabalho e/ou estudo. E aí vem a voz do aluno, que, sabiamente, diz: “Não consigo conectar aquilo que estou aprendendo ao meu trabalho, é o mesmo the book is on the table dos tempos de escola, é sempre a mesma história… Acho que sou eu que não sirvo para línguas mesmo…” Como assim? O fato de não conseguir conectar o que se aprende à vida real nada tem a ver com aptidão ou inteligência, mas sim ao que se ensina/aprende e para quê se ensina/aprende. Ninguém, em sã consciência, irá supor que um executivo ficará motivado ao aprender preposições cantando ou colorindo as directions indicadas para isso… Ou então um aluno teen aprendendo a discutir gráficos de vendas…

 E a aplicação real? E o trabalho dessa pessoa, no caso do aluno adulto? Afinal, ele aprende inglês para usá-lo como ferramenta de trabalho, não como algo etéreo, desconectado do mundo real. Como aprendizes adultos, só aprendemos aquilo que é significante, que faz sentido para nós.

Não é de se estranhar que muita gente diz não gostar de inglês, que logo perde o pique, fica frustrado, desmotivado… Ainda mais quando precisa aprender o idioma por um motivo que, quase sempre, não está relacionado a questões de gosto pessoal. É claro que também não se exclui a segunda parte daquela velha e boa fórmula:

Conteúdo significante, de acordo com a vida real + participação e comprometimento do aprendiz.

 Para saber mais:

LIGHTBROWN, Patsy M. e SPADA, Nina. How languages are learned. Oxford University Press, 2006.

BOCK, Ana M. B, FURTADO, Odair e TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi.Psicologias – Uma introdução ao estudo da Psicologia. Editora Saraiva, 2005.

Por Marianne Rampaso

 

Professor nativo é melhor?

     Once again… Depende! O que você diria se eu lhe pedisse agora para explicar todos os usos da crase? Susto?! Não se você for professor de português, é claro!!!

   Desta forma, como se pode assumir que um falante nativo de qualquer idioma conheça todos os aspectos da língua e esteja apto, mesmo sem treinamento próprio, a lecionar a qualquer tempo? Difícil, não?!

   Há professores nativos bons assim como há professores brasileiros bons. A questão é qualificação e treinamento. Aposto que você não iria a um médico que não tivesse adquirido conhecimento formal da medicina, por mais que ele pareça entender disso. OK, ninguém vai enfrentar risco de morte por não ter aprendido da forma adequada, mas pode, muito bem, perder uma oportunidade de emprego…

A questão é saber se a pessoa recebeu informação suficiente para lidar com questões muito mais complexas do que conhecer somente o idioma e seu uso social. Trabalhar com aprendizagem implica conhecer como os outros aprendem, as teorias psicológicas que permeiam o ensino da língua estrangeira, os mitos relacionados ao ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira e por aí vai…

Caso contrário, há o risco de passar ao aluno informações já ultrapassadas, desencontradas, que não fazem mais sentido na aprendizagem moderna ou, simplesmente, não saber o que fazer na sala de aula. Quer um exemplo?

 Há anos, uma pessoa contratou um professor nativo para aulas. O intuito era estar preparado para receber alguns visitantes e lidar com essas pessoas no período em que estivessem no país. No dia marcado, o professor apareceu com um texto sobre… beisebol. Imagino que essa pessoa teve boa intenção ao ser informado de que o aluno teria que lidar com alguns estrangeiros em um relacionamento social. Só que ele não sabia que beisebol não fazia parte do contexto em que o aluno estava inserido… Ele não era professor, nunca tinha lecionado, logo não sabia como proceder, apesar de ser falante nativo. Culpa dele?Não!!!

   Eu sequer tenho noção do que ocorre em uma área financeira, pois não tenho formação na área, nunca trabalhei com isso. Se tiver que instruir alguém, certamente farei bobagens, mesmo que tenha a melhor das intenções… Desta forma, concordo plenamente com aquele adesivo que sempre estão nos carros “Consulte sempre um advogado, médico, engenheiro, nutricionista, etc”. Afinal, esses profissionais sabem o que estão fazendo, uma vez que foram qualificados para isso. Não deveria ocorrer o mesmo com o professor de inglês, seja ele nativo ou não? Pense nisso antes de escolher com quem terá aulas!

   Por Marianne Rampaso

 

Falaremos chinês – e não inglês – no futuro?

          Antes de iniciarmos a nossa conversa, dê uma olhada em uma previsão realizada por Graddol (British Council- 2006) para o ranking das línguas mais faladas no ano 2050:

Línguas com maior número de falantes:

  • Chinês (provavelmente mandarim ou putonghua, duas línguas faladas na China)
  • Hindi / Urdo (Índia e Paquistão)
  • Espanhol e Árabe

          Onde está o inglês? Assumimos, como medida real do uso de uma língua, o número de falantes no geral e não apenas os falantes nativos. No caso da língua inglesa, consideremos o seguinte: número de falantes nativos+ número de falantes que têm o idioma como segunda língua+ número de falantes que usam o inglês como língua estrangeira. É muita gente! Mais falantes do que o chinês…

          A classificação de um idioma como língua global está atrelada principalmente a fatores econômicos. Foi assim com o latim, com o francês, agora – e pelos próximos 50 anos, conforme os especialistas – o inglês.  Se considerarmos o momento atual, poderemos verificar que a língua inglesa é a língua da ciência, da tecnologia, dos negócios e do mundo acadêmico. Noventa por cento das publicações de artigos acadêmicos é realizada em inglês. Isso não significa dizer que o idioma pertence a este ou aquele país. Languages have no borders (Os idiomas não têm fronteiras). Também sequer diz respeito a deixar de aprender o chinês, espanhol, francês, etc. Além de uma excelente academia para nossos neurônios, o aprendizado de idiomas proporciona enriquecimento cultural, interação, entendimento e tolerância em relação a outras culturas.

Para saber mais:

GRADDOL, David. English Next-Why global English may mean the end of English as a “foreign language”. British Council, 2006

www.britishcouncil.org/learning-research-english-next.pdf

NUNAN, David,.What is this thing called language?. Palgrave- Macmillan, 2007.

Por Marianne Rampaso

 

Você sabe o que é inglês para propósitos especí­ficos?

Também chamado de Inglês Instrumental, o Inglês para Propósitos Específicos (ESP- English for Specific Purposes) visa a atender a uma necessidade do aluno em situações de estudo ou de trabalho. Comumente associado ao ensino de leitura em língua inglesa, não é apenas isso. O que ocorreu é que nos anos 80, os alunos que ingressavam em programas de pós-graduação, mestrado e doutorado em nossas universidades não conseguiam compreender os artigos em inglês presentes em seus cursos. Daí houve o desenvolvimento de um projeto de inglês instrumental, encabeçado pelos profissionais da PUC de São Paulo, a fim de ensinar a estes alunos estratégias de leitura para que pudessem lidar com textos em inglês.

A partir daí, muita coisa e mudou e hoje é possível termos cursos de inglês específico para atender a qualquer necessidade do aluno. A título de exemplo, poderíamos pensar em um garçom ou um funcionário da recepção de um hotel. Quais são as necessidades específicas destes profissionais para que possam interagir com hóspedes estrangeiros? Fica claro que precisam falar e anotar pedidos, solicitações, recados, etc. Há a necessidade de speaking and writing, certo? Desta forma, é possível desenvolver um curso direcionado ao que o aluno precisa aprender de fato. Um estudante de medicina ou um médico talvez precisem apenas ler e escrever artigos para periódicos científicos. Assim, precisam desenvolver um bom writing e reading.

É uma excelente alternativa para quem tem uma necessidade urgente na empresa ou na universidade. Além disso, não se exclui a possibilidade do aluno frequentar um curso regular de inglês, de inglês geral, aquele nosso velho e bom conhecido. Em muitos casos, sanada a ansiedade dada por uma urgência profissional, o aluno pega gosto e dá continuidade a seus estudos na língua inglesa.

Por Marianne Rampaso

 

Lí­ngua Materna x Lí­ngua Estrangeira

Será que a nossa língua materna tem que estar isolada do aprendizado da língua estrangeira?

Sorry, that’s  impossible…A nossa língua materna influencia sim e não há nada de errado neste processo. O que nada tem a ver com “falar português o tempo todo na aula de inglês”. Estamos falando em nível cognitivo, de raciocínio, de aprendizagem.

Assim, é importante considerarmos que o aprendizado de uma língua estrangeira não é um ato mecânico: é um processo que envolve formulação de hipóteses, regras e padrões da primeira e da segunda língua, mais tudo isso junto! Não há como pedir ao nosso cérebro que esqueça o português. Além disso, é ótimo que não o possamos fazer, pois, no caso dos aprendizes adultos, já sabemos que trazem certo conhecimento linguístico adquirido no próprio processo de letramento na língua materna.

Todos nós, mesmo que não saibamos inglês, somos capazes de diferenciar uma receita de bolo de um relatório de negócios. Mesmo que seja pela representação gráfica das palavras, ainda que não entendamos o significado, é possível reconhecer que tipo de texto é aquele e em que situação ele poderia ocorrer. Afinal, ninguém espera ver uma receita de bolo em uma reunião de negócios… Sabemos, como aprendizes experientes de nossa língua – sim, já somos experts em português aos 4 ou 5 anos de idade – que tipo de texto poderemos encontrar em certo meio ou situação social. A isto chamamos de gênero.

Quem vai ao médico já sabe que ele usará um receituário. Quem vai até uma escola para fazer um teste de inglês, já espera uma prova. Não precisamos “avisar” a pessoa disso. Da mesma forma, podemos e devemos tirar proveito do conhecimento de mundo que o adulto já traz, e, além disso, estimulá-lo a usar este conhecimento no aprendizado de outro idioma.

Para saber mais:

BROWN, Douglas H. Teaching by Principles. Second Edition, 2001.Longmann

BAZERMAN, Charles. Gêneros textuais, tipicação e interação. Terceira edição, 2009. Cortez Editora

Qual é o método perfeito para aprender inglês?

Nenhum e todos, eu diria.  Método mágico não existe. O que existe é a combinação dos propósitos do aluno com aquilo que o método que o curso oferece.

 A questão é para quê e por que você quer aprender inglês? De que forma você gosta de aprender? Quais são as suas crenças a respeito de aprender uma língua estrangeira? Se eu não gosto de tradução, se não acredito nela, sorry, não irei me adaptar a um método que prima por esse tipo de prática. Por mais perfeito que ele diga ser – e deve mesmo ser para algumas pessoas.

Já ouviram falar de alguém que estudou na escola X, aprendeu horrores e, quando indicou para um amigo, surpresa… Ele detestou!! Pois é, somos todos diferentes, gostamos de coisas diversas e acreditamos em coisas diferentes. Daí não há como dizer que há um método definitivo, melhor e absoluto, válido para todos os que querem aprender inglês. Não há como massificar, em um único método, o público que precisa ou gosta de aprender a língua.

Há algum tempo, uma aluna comentou que precisaria parar o curso de espanhol que estava fazendo, pois era bem no horário da pós-graduação. Disse o seguinte para a sala: “Ah, é uma escola pequena, de bairro, mas eu gosto tanto, a turma é tão legal, o professor é muito bom e eu adoro as aulas. Aprendi tanto, aprendi muita coisa para o meu trabalho (…)”. Um dos alunos perguntou sobre o método que a escola usava, e, eu respondi “É o método que possibilita o aprendizado da Paula**, já que ensinou a ela coisas reais, que passaram até a serem usadas no trabalho dela. Um método excelente”.

O importante mesmo é que o aluno faça uso da língua em seus estudos, trabalho, turismo, etc. O professor deve conhecer os alunos que tem e quais são as necessidades deles. Muitas vezes, mesmo que secretamente, até fazemos uma miscelânea, uma salada de métodos, tendo em vista a melhor forma de ensinar a turma. Daí a conclusão: nenhum e todos são bons!

 * nome fictício

 Para saber mais, acesse:

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-estrangeira/fundamentos/nao-ha-receita-ensino-lingua-estrangeira-450870.shtml

Por Marianne Rampaso