Falaremos chinês – e não inglês – no futuro?

          Antes de iniciarmos a nossa conversa, dê uma olhada em uma previsão realizada por Graddol (British Council- 2006) para o ranking das línguas mais faladas no ano 2050:

Línguas com maior número de falantes:

  • Chinês (provavelmente mandarim ou putonghua, duas línguas faladas na China)
  • Hindi / Urdo (Índia e Paquistão)
  • Espanhol e Árabe

          Onde está o inglês? Assumimos, como medida real do uso de uma língua, o número de falantes no geral e não apenas os falantes nativos. No caso da língua inglesa, consideremos o seguinte: número de falantes nativos+ número de falantes que têm o idioma como segunda língua+ número de falantes que usam o inglês como língua estrangeira. É muita gente! Mais falantes do que o chinês…

          A classificação de um idioma como língua global está atrelada principalmente a fatores econômicos. Foi assim com o latim, com o francês, agora – e pelos próximos 50 anos, conforme os especialistas – o inglês.  Se considerarmos o momento atual, poderemos verificar que a língua inglesa é a língua da ciência, da tecnologia, dos negócios e do mundo acadêmico. Noventa por cento das publicações de artigos acadêmicos é realizada em inglês. Isso não significa dizer que o idioma pertence a este ou aquele país. Languages have no borders (Os idiomas não têm fronteiras). Também sequer diz respeito a deixar de aprender o chinês, espanhol, francês, etc. Além de uma excelente academia para nossos neurônios, o aprendizado de idiomas proporciona enriquecimento cultural, interação, entendimento e tolerância em relação a outras culturas.

Para saber mais:

GRADDOL, David. English Next-Why global English may mean the end of English as a “foreign language”. British Council, 2006

www.britishcouncil.org/learning-research-english-next.pdf

NUNAN, David,.What is this thing called language?. Palgrave- Macmillan, 2007.

Por Marianne Rampaso

 

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