Motivação para aprender idiomas

Ah! Não tenho mais motivação, estou desmotivado, vou parar de estudar inglês….

 

Quantas e quantas vezes você já não ouviu – ou disse isso?. Uma perguntinha, digamos, básica: Para que você aprende inglês? Afinal, só podemos estar desmotivados quando o nosso objetivo em realizar algo não é atingido. Não é assim na empresa? Na faculdade? Achei que aquele curso na faculdade ou treinamento na empresa iria me ajudar com a tarefa tal, mas isso não ocorreu…

Então você concorda que havia uma tarefa, um objetivo que você gostaria de atingir. Será que com o aprendizado de línguas não ocorre a mesma coisa?

Quando se fala do processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, podemos encontrar duas situações distintas: a necessidade de comunicação (motivação instrumental) e os motivos de enriquecimento cultural, de gosto, de prazer (motivação integrativa).

 Falaremos aqui, obviamente, do primeiro tipo de motivação (instrumental), a mais comum. É a necessidade de aprender inglês por motivos de trabalho e/ou estudo. E aí vem a voz do aluno, que, sabiamente, diz: “Não consigo conectar aquilo que estou aprendendo ao meu trabalho, é o mesmo the book is on the table dos tempos de escola, é sempre a mesma história… Acho que sou eu que não sirvo para línguas mesmo…” Como assim? O fato de não conseguir conectar o que se aprende à vida real nada tem a ver com aptidão ou inteligência, mas sim ao que se ensina/aprende e para quê se ensina/aprende. Ninguém, em sã consciência, irá supor que um executivo ficará motivado ao aprender preposições cantando ou colorindo as directions indicadas para isso… Ou então um aluno teen aprendendo a discutir gráficos de vendas…

 E a aplicação real? E o trabalho dessa pessoa, no caso do aluno adulto? Afinal, ele aprende inglês para usá-lo como ferramenta de trabalho, não como algo etéreo, desconectado do mundo real. Como aprendizes adultos, só aprendemos aquilo que é significante, que faz sentido para nós.

Não é de se estranhar que muita gente diz não gostar de inglês, que logo perde o pique, fica frustrado, desmotivado… Ainda mais quando precisa aprender o idioma por um motivo que, quase sempre, não está relacionado a questões de gosto pessoal. É claro que também não se exclui a segunda parte daquela velha e boa fórmula:

Conteúdo significante, de acordo com a vida real + participação e comprometimento do aprendiz.

 Para saber mais:

LIGHTBROWN, Patsy M. e SPADA, Nina. How languages are learned. Oxford University Press, 2006.

BOCK, Ana M. B, FURTADO, Odair e TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi.Psicologias – Uma introdução ao estudo da Psicologia. Editora Saraiva, 2005.

Por Marianne Rampaso

 

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